Tomado de 247TV/ Brasil – Texto en portugués
Trump anunciou a retirada de tropas da Síria, Iraque e
Afeganistão. Isso pressupõe um grande movimento das forças estadunidenses. Para
onde serão remanejadas essas forças, visto que o orçamento do Pentágono não foi
reduzido, ao contrário aumentou e chega a cerca de 700 bilhões de dólares?
Em outros pontos de atrito, como no leste europeu e extremo
oriente já há forças suficientes estacionados. Além disso, o tipo de tropas que
atuam no oriente médio é diferente das que estão posicionadas nas outras
fronteiras "quentes" do interesse estadunidense. Nesses locais são
formações organizadas, treinadas e equipadas para uma guerra convencional em
grande escala.
As unidades que estão sendo movidas do oriente islâmico são
tropas especializadas em intervenções assimétricas: combates contra adversários
mais fracos, guerrilhas, operações urbanas e invasões súbitas.
O único cenário para um conflito deste tipo é a Venezuela.
O país vizinho possuí uma força aérea com algumas dezenas de
aviões modernos, entretanto é pequena, desequilibrada e faltam meios de monitoramento
do espaço aéreo e defesa. Seria rapidamente neutralizada pelo poder
estadunidense.
A marinha é praticamente inexistente, sem condições de
resistir a um ataque em uma guerra moderna.
O problema é o exército, articulado com milícias populares. O
chavismo veio das forças armadas, dessa forma a maior parte das tropas deve se
manter fiel ao governo, sendo que aí estão incluídas as unidades de elite, como
o comando de paraquedistas, o de serviu Chaves.
O exército venezuelano não teria capacidade de enfrentar os
estadunidenses e seus aliados em uma guerra convencional.
Porém o país é grande, coberto de florestas - está mais para
o Vietnã, do que para os desertos descobertos do oriente - seus militares
conhecem o país e boa parte da população apóia o chavismo. As milícias
populares estão armadas, uniformizadas, treinadas e orientadas sobre o que
fazer, no caso de uma invasão.
Certamente uma invasão da Venezuela, que pelos movimentos dos EUA, parecem prováveis não será um passeio.
Certamente uma invasão da Venezuela, que pelos movimentos dos EUA, parecem prováveis não será um passeio.
Para finalizar, os presidentes estadunidense sempre
recorreram a uma guerra, quando enfrentam problemas políticos internos. As
últimas eleições nos EUA revelaram que é quase nula a possibilidade de
reeleição de Trump.
Ele precisa de uma guerra. As guerras islâmicas não são dele
e se transformaram em atoleiros. Não terão solução, muito menos uma vitória
estadunidenses, independentes do esforço que fizeram.
Na América Latina, por outro lado, as intervenções
estadunidenses são uma tradição, desde as invasões do México, que subtraíram
mais da metade do território mexicano. Além disso, aqui no quintal, eles nunca
foram derrotados, exceto na questão do Acre, quando o Barão do Rio Branco deu
uma magistral rasteira no governo dos EUA.
A Venezuela, portanto pode ser a guerra de Trump.
*Jornalista,
publicitário, especialista em marketing, opinião pública e mídias digitais.
Estudioso assíduo de história, geopolítica e estratégia militar.
