Os EUA dispõem de mais de 160 bases militares espalhadas por todo o
mundo, constituindo uma sofisticada e subtil forma de ocupação. Através dessas
bases, a administração americana pode interferir direta ou indiretamente nos
sucessivos governos dos estados onde essas bases se espraiam. Se esses estados
acolheram de sorriso rasgado ou com esgar de angústia esta presença, é uma
questão a investigar.
- Beatriz Lamas Oliveira / Texto en portugués tomado de Jornal Tornado.
Por exemplo a
Base Aérea das Lajes, criada no fim da segunda guerra mundial, está ligada
ao controlo do Atlântico, onde os Yankies quiseram marcar pontos no
cenário de redefinição das predominâncias político-militares no pós-guerra.
Todas as
guerras são feitas para redefinir a propriedade dos vencedores que obviamente
se apropriam das dos vencidos. E a História é escrita pelos vencedores que
obrigam os vencidos a lhe darem a visibilidade conveniente.
Por exemplo a
Base das Lajes permite o rápido acesso à Europa, à África e ao Médio Oriente,
sendo uma porta giratória de interesses dos aliados, excluída a Rússia.
A Base é
partilhada pela FAA_ Força Aérea Portuguesa e pelas Forças Aéreas Americanas
que mantém um acordo com Portugal desde 1945 e que permanece até aos dias de
hoje.
Para os EUA,
esta presença militar pelo nosso planeta traz enormes benefícios financeiros,
especialmente sob o sultanato de Trump, que exigiu de muitos estados,
especialmente Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita, que pagassem mais por esta
presença de botas e tanques.
As bases
militares são construídas e mantidas com o subterfúgio da segurança dos países
irmãos (ou dos países enteados). Trump pediu ao Japão que multiplicasse por
quatro o volume de dólares que os nipónicos pagavam antes. Realizaram-se
enormes manifestações nas cidades japonesas exigindo o fim da presença militar
dos EUA na cidade de Okinawa.
Trump
utilizou a mesma estratégia na Coreia do Sul e também pediu aos amigos
sauditas o dobro do “aluguer” pela proteção oferecida pelos EUA a estes
queridos amigos com quem dançou e a quem depois faz o favor de apagar os
repetidos ataques aos direitos humanos dos seus cidadãos, bem como o assassínio
de Khashoggi dentro da embaixada saudita na Turquia.
As
administrações americanas sucessivas impingem ameaças infundadas à segurança de
vários países para justificar sua ilegítima presença. A Coreia do Norte foi
usada como o bicho mau dos países asiáticos vizinhos, Japão e Coreia do
Sul, para justificar a presença militar dos EUA nesses países.
A Rússia é
colorida pelos órgãos de informação ocidentais como uma fonte de ameaça, dando
a Washington a oportunidade de fazer crescer a NATO na Europa Oriental, nos
países bálticos.
Os príncipes
sauditas transformam a Arábia Saudita numa base usada por Washington e Israel
para realizar ataques agressivos contra pessoas inocentes na Síria, Iraque e
outros estados.
O cerco ao
Irão vai-se enredando.
Conclusão
E assim vai o
mundo, onde milhões de pessoas são enganadas pelos órgãos de comunicação social,
os que dão notícias controladas e ao mesmo tempo fazem mais barulho em torno de
assuntos periféricos, como por exemplo o futebol ou os crimes passionais.
